Acorda. Suave e lentamente. Ouvem-se pessoas nas imediações. Como não? Estamos em pleno centro da vila. É domingo de manhã. Há mercado de produtos locais, artesanais e tradicionais. A descrição é o do início de um qualquer dia em tantas outras localidades do país. Mas saímos do leito para fazer o pequeno-almoço e, mal espreitamosContinue a ler “Acorda com vista rio (e a casa às costas – parte 4)”
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Descobertas com a casa às costas (parte 3)
Descansados. Revigorados. O ar que humedece com o Tejo torna esta manhã de agosto mais do que apenas tolerável. É muito agradável. Do outro lado vê-se o Alentejo. Aqui começa a Beira. Esta é a Baixa. O caminho leva-nos ao Pinhal Interior. Com a casa às costas, a regra é evitar as auto-estradas. Andar rumoContinue a ler “Descobertas com a casa às costas (parte 3)”
Alimenta-te. A noite foi curta e o dia é longo.
Quando se desligou a luz já passava das duas da manhã, menos uma em Portugal Continental. Não se ouvia vivalma em Ciudad Real, mas, se tudo fazia crer que iria ferrar-me de imediato, foi difícil entrar no sono. O dia tinha sido grande. Levantar cedo. Manter a rotina e, ao serão, percorrer quase 400 quilómetrosContinue a ler “Alimenta-te. A noite foi curta e o dia é longo.”
No início está o quilómetro zero
A ideia surgiu com tempo. Meses antes. Recém-encartados, a ideia de fazermos a primeira viagem de moto juntos começou a ganhar forma. Seria uma viagem sem planos. Esperámos pelos dias maiores, mais soalheiros e pelas temperaturas mais amenas. Ou quentes. Também esperámos pelo regresso a uma quase normalidade, depois de meses de confinamento e restriçõesContinue a ler “No início está o quilómetro zero”
A casa às costas (parte 1)
Em meados de agosto está calor em Portugal. Recordo-me que, em criança, era habitual, ao fim da tarde, soarem potentes trovões acompanhados pela chuva, daquela em que as pingas são tão grossas que repassam a camisola que nos cobria o tronco. Continuávamos a jogar à bola até que um adulto, da varanda ou da portaContinue a ler “A casa às costas (parte 1)”
Escrevo o Douro em noite de suão
Escrevo estas linhas, sentado em frente ao computador, embalado pelo vento forte que se faz sentir lá fora. Talvez não me exprima da melhor forma. Embalado não será a palavra mais apropriada para descrever as fortes rajadas que chegam a assustar. A janela está entreaberta e contribui para que o som violento penetre sala dentroContinue a ler “Escrevo o Douro em noite de suão”
O plano de uma viagem sem planos
Este texto começou a ganhar vida há, mais ou menos, um ano. Almoço em casa do Filipe. Churrasco. Mesa posta. Miúdos felizes, a brincar. – “Vou tirar a carta de moto. Não queres tirar, também?” A afirmação seguida de interrogação tinha mais argumentos. “Falei com o Morgado que também quer tirar. E o Miguel”, concretizouContinue a ler “O plano de uma viagem sem planos”