Acorda com vista rio (e a casa às costas – parte 4)

Acorda. Suave e lentamente. Ouvem-se pessoas nas imediações. Como não? Estamos em pleno centro da vila. É domingo de manhã. Há mercado de produtos locais, artesanais e tradicionais. A descrição é o do início de um qualquer dia em tantas outras localidades do país. Mas saímos do leito para fazer o pequeno-almoço e, mal espreitamosContinue a ler “Acorda com vista rio (e a casa às costas – parte 4)”

Descobertas com a casa às costas (parte 3)

Descansados. Revigorados. O ar que humedece com o Tejo torna esta manhã de agosto mais do que apenas tolerável. É muito agradável. Do outro lado vê-se o Alentejo. Aqui começa a Beira. Esta é a Baixa. O caminho leva-nos ao Pinhal Interior. Com a casa às costas, a regra é evitar as auto-estradas. Andar rumoContinue a ler “Descobertas com a casa às costas (parte 3)”

Acorda (A casa às costas – parte 2)

Gosto de acordar. Gosto da sensação de aconchego dos lençóis, do edredão, do saco-cama. Assim, já desmanchados. Mas aconchegantes. Gosto de me espreguiçar, ainda deitado. Gosto de acordar às escuras. Gosto de acordar e ver a luz a passar pelos buraquinhos das persianas. Gosto de ouvir a chuva a cair, com força, lá fora. GostoContinue a ler “Acorda (A casa às costas – parte 2)”

Alimenta-te. A noite foi curta e o dia é longo.

Quando se desligou a luz já passava das duas da manhã, menos uma em Portugal Continental. Não se ouvia vivalma em Ciudad Real, mas, se tudo fazia crer que iria ferrar-me de imediato, foi difícil entrar no sono. O dia tinha sido grande. Levantar cedo. Manter a rotina e, ao serão, percorrer quase 400 quilómetrosContinue a ler “Alimenta-te. A noite foi curta e o dia é longo.”

No início está o quilómetro zero

A ideia surgiu com tempo. Meses antes. Recém-encartados, a ideia de fazermos a primeira viagem de moto juntos começou a ganhar forma. Seria uma viagem sem planos. Esperámos pelos dias maiores, mais soalheiros e pelas temperaturas mais amenas. Ou quentes. Também esperámos pelo regresso a uma quase normalidade, depois de meses de confinamento e restriçõesContinue a ler “No início está o quilómetro zero”

O plano de uma viagem sem planos

Este texto começou a ganhar vida há, mais ou menos, um ano. Almoço em casa do Filipe. Churrasco. Mesa posta. Miúdos felizes, a brincar. – “Vou tirar a carta de moto. Não queres tirar, também?” A afirmação seguida de interrogação tinha mais argumentos. “Falei com o Morgado que também quer tirar. E o Miguel”, concretizouContinue a ler “O plano de uma viagem sem planos”