26 de agosto de 2023. Não acredito na ressurreição. Não vejo forma de, quando o coração deixar de ditar o seu ritmo, voltar a fazê-lo. Pelo menos, com a força suficiente para vibrar. Para colocar todos os outros órgãos em funcionamento. Para viver. Outra vez. Sem que o seu coração tenha ressuscitado, o Elísio voltouContinue a ler “Dá-me a tua mão*…”
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Será, talvez, em nome da mãe…
Não conheço bem a Marisa e o Francesco. Sei que ela e ele abrem as portas, quase todos os dias da semana, de Tua Madre, um pequeno restaurante numa das ruas mais peculiares de Évora, em pleno centro histórico, a meia dúzia de passos da Praça do Geraldo. Comecei a segui-los faz tempo. Cheguei, inclusivamente,Continue a ler “Será, talvez, em nome da mãe…”
Escrita
Não foi um divórcio. Não foi uma separação. Na verdade, tenho andado desligado deste espaço. Seja por preguiça. Seja por falta de vontade. Seja porque o tempo me foge por entre os dedos, como aquela areia fina que só sinto naqueles dias quentes das férias de Verão. A Larica tem estado entregue à sua mercê.Continue a ler “Escrita”
Acorda com vista rio (e a casa às costas – parte 4)
Acorda. Suave e lentamente. Ouvem-se pessoas nas imediações. Como não? Estamos em pleno centro da vila. É domingo de manhã. Há mercado de produtos locais, artesanais e tradicionais. A descrição é o do início de um qualquer dia em tantas outras localidades do país. Mas saímos do leito para fazer o pequeno-almoço e, mal espreitamosContinue a ler “Acorda com vista rio (e a casa às costas – parte 4)”
Descobertas com a casa às costas (parte 3)
Descansados. Revigorados. O ar que humedece com o Tejo torna esta manhã de agosto mais do que apenas tolerável. É muito agradável. Do outro lado vê-se o Alentejo. Aqui começa a Beira. Esta é a Baixa. O caminho leva-nos ao Pinhal Interior. Com a casa às costas, a regra é evitar as auto-estradas. Andar rumoContinue a ler “Descobertas com a casa às costas (parte 3)”
Alimenta-te. A noite foi curta e o dia é longo.
Quando se desligou a luz já passava das duas da manhã, menos uma em Portugal Continental. Não se ouvia vivalma em Ciudad Real, mas, se tudo fazia crer que iria ferrar-me de imediato, foi difícil entrar no sono. O dia tinha sido grande. Levantar cedo. Manter a rotina e, ao serão, percorrer quase 400 quilómetrosContinue a ler “Alimenta-te. A noite foi curta e o dia é longo.”
No início está o quilómetro zero
A ideia surgiu com tempo. Meses antes. Recém-encartados, a ideia de fazermos a primeira viagem de moto juntos começou a ganhar forma. Seria uma viagem sem planos. Esperámos pelos dias maiores, mais soalheiros e pelas temperaturas mais amenas. Ou quentes. Também esperámos pelo regresso a uma quase normalidade, depois de meses de confinamento e restriçõesContinue a ler “No início está o quilómetro zero”
Alentejo suspenso
Construída em 1957, durante o período do Estado Novo, a Ponte do Ervedal liga duas margens da barragem do Maranhão, lago artifical situado no concelho de Avis que se tornou realidade, precisamente, no ano em que esta ligação suspensa ficou concluída. Numa breve pesquisa, não é claro que esta ponte, projectada por Edgar Cardoso, tenhaContinue a ler “Alentejo suspenso”
O plano de uma viagem sem planos
Este texto começou a ganhar vida há, mais ou menos, um ano. Almoço em casa do Filipe. Churrasco. Mesa posta. Miúdos felizes, a brincar. – “Vou tirar a carta de moto. Não queres tirar, também?” A afirmação seguida de interrogação tinha mais argumentos. “Falei com o Morgado que também quer tirar. E o Miguel”, concretizouContinue a ler “O plano de uma viagem sem planos”
Do meu Evereste vê-se o mundo
O ponto mais alto do mundo fica tão longe da minha vida. Lá longe há uma montanha tão alta que, dizem, custa a respirar. Na minha vida, o ponto mais alto é tão mais pequeno que o Evereste como é grande para quem o ladeia. Sempre que chego lá acima sem apoio ou ajuda, oContinue a ler “Do meu Evereste vê-se o mundo”