Isto é um pôr-do-sol

Pensar em grande não é bem isto. Querer ser grande, também não. Esta tendência que existe em Portugal de recorrermos a estrangeirismos por tudo e por nada deveria ser motivo para estudos. Se calhar, já aconteceu. Mas não sei, e gostava de saber, porque é que temos por hábito dizer que vamos a um sunset,Continue a ler “Isto é um pôr-do-sol”

Portalegre é Portugal concentrado

São 483 metros acima do mar. É a altitude desta terra alentejana. Portalegre viu-me nascer. Para sul e oeste, quase se perde a linha do horizonte. É o infinito para os olhos, característica, essa, ímpar do Alentejo. A planície espraia-se, como se ali estivesse, apenas, para molhar os pés da cidade. Para norte e este,Continue a ler “Portalegre é Portugal concentrado”

O Senhor Vidal ganhou o dia

Numa pequena aldeia perto da fronteira com Espanha, o nome não é convidativo. Não sei se acontece a quem lá mora ou a quem lá vai. Degolados, está inscrito à entrada desta localidade. Acredito que não se aplique nem aos habitantes, nem aos visitantes. Eu, que passo lá amiúde, nunca senti a fina lâmina noContinue a ler “O Senhor Vidal ganhou o dia”

As palavras que me saciam

Plasmar no papel aquilo que vejo, que sinto, que vivo é uma forma, quase, de libertação. Nunca fui miúdo, adolescente ou adulto de escrever diários. Mas, vá-se lá saber porquê, e depois de muitos anos a dizer que queria ser advogado, e de uns tempos a confessar que, afinal, o que eu gostava mesmo eraContinue a ler “As palavras que me saciam”