Será, talvez, em nome da mãe…

Não conheço bem a Marisa e o Francesco. Sei que ela e ele abrem as portas, quase todos os dias da semana, de Tua Madre, um pequeno restaurante numa das ruas mais peculiares de Évora, em pleno centro histórico, a meia dúzia de passos da Praça do Geraldo. Comecei a segui-los faz tempo. Cheguei, inclusivamente,Continue a ler “Será, talvez, em nome da mãe…”

Pringá

Cresci a ouvir, de vários amigos e conhecidos, sempre que dizia ter ido ao outro lado da fronteira, que a comida espanhola não prestava. Sempre discordei. Para mim, os rituais que implicavam passar o controlo fronteiriço, fosse com os meus pais ou com os meus avós, eram muito mais do que mostrar os documentos àsContinue a ler “Pringá”

Família de cozinheiros

Linhagem. Uma série de gerações. A ligação familiar. Cá por casa, temos vários cozinheiros. A minha avó paterna, a Dona Benedita, sempre teve mão. O fogão. Esse objecto inanimado ganhou vida quando lhe acendia o lume. As memórias são quase infinitas. Dos bifes de molho com batatas fritas às azevias e filhós. Estas últimas, fazia-lasContinue a ler “Família de cozinheiros”

O gosto de comer

A minha avó materna sempre disse, com aquele seu tom muito assertivo que tão bem a caracteriza… “Eu só como porque tem de ser. Não o faço por prazer. Preciso de me alimentar para viver.” Não foi incoerente. Sempre foi assim. Desde que nasci, que me lembro de ser assim. Sempre se sentou à mesaContinue a ler “O gosto de comer”